quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Empresa promete placa de vídeo mais rápida do mundo

A AMD anunciou nesta quarta-feira uma placa de vídeo para computadores que promete ser a mais rápida até o momento. A nova ATI Radeon HD 5970, já à venda nos Estados Unidos, consegue trabalhar com até três monitores ao mesmo tempo e é, na teoria, a primeira placa totalmente compatível com a tecnologia DirectX 11, da Microsoft.

A nova placa da AMD consegue trabalhar com até três monitores ao mesmo tempo.

Voltada para gamers, a HD 5970 tem um poder de computação de 5 teraflops (operações de ponto flutuante por segundo) e lida com três telas de até 7600 x 1600 pixels cada. A primeira placa de vídeo a atingir desempenho na casa dos teraflops foi outro modelo da AMD, a HD4800, lançado em junho de 2008.

Além disso, a placa tem recursos de overclocking liberados pela fabricante - com isso, é possível aumentar o desempenho do hardware além do que ele pode fazer. A placa de vídeo é compatível ainda com padrões Direct Compute 11 e Open CL.

A HD 9750 será vendida por um preço médio de US$ 600 nos Estados Unidos por fabricantes como Asus, MSI, Gigabyte e VisionTek, entre outros, e será usada em computadores topo de linha da Dell, como os novos Alienware Area-51 e Area-51 SLX.Fonte:Zumo

Petrobras tem 2º maior lucro entre empresas dos EUA e América Latina


A Petrobras registrou o segundo maior lucro líquido entre as 25 maiores empresas de capital aberto do continente americano (sem considerar as companhias canadenses). O resultado do terceiro trimestre ficou em US$ 4,107 bilhões. 

A estatal perde somente para a americana Exxon Mobil (US$ 4,730 bilhões), também do ramo petrolífero, de acordo com levantamento feito pela consultoria Economática.
A pesquisa considera os balanços com os resultados do terceiro trimestre deste ano e leva em conta empresas de todos os setores. 

A outra empresa brasileira melhor colocada nesse ranking é a Vale, com lucro de US$ 1,689 bilhão, ocupando o 22º lugar da lista, acima de Apple Computer (US$ 1,665 bilhão), Hewlett-Packard (US$ 1,642 bi) e Google (US$ 1,639 bi). 

Em uma amostra restrita às empresas latino-americanas, Petrobras e Vale lideram o ranking dos 25 maiores lucros, dominado pelas companhias brasileiras, que tiveram 15 dos 25 melhores resultados registrados no subcontinente neste terceiro trimestre. 

Empresas mexicanas ocupam cinco posições nesse ranking, enquanto duas empresas argentinas (Ypf e Tenaris) conseguiram lugar na amostra dos maiores ganhos. 

Valor de mercado 

A Petrobras é a terceira maior empresa de capital aberto entre Brasil e Estados Unidos, também segundo levantamento da Economática, que não considera o Canadá. A Petrobras subiu 118 posições no ranking durante o governo Lula. 

De acordo com a consultoria, a Vale é a 14ª na mesma comparação, tendo subido 139 posições durante o governo Lula. 

No final do 2002, a Petrobras tinha um valor de mercado de US$ 15,4 bilhões o que a colocava na 121ª colocação. No último dia 9, a empresa seria a terceira maior por valor de mercado com US$ 207,9 bilhões. No período do governo Lula a Petrobras subiu 118 posições e teve um crescimento de US$ 192,5 bilhões. 

No final de 2002, a Vale fechou com US$ 11 bilhões em valor de mercado, o que a colocava na posição numero 153ª entre as empresas dos EUA. No último dia 9, o valor ficou em US$ 141,9 bilhões, colocando-a na 14ª colocação entre as norte-americanas (sem considerar a Petrobras). No período do governo Lula, a Vale subiu 139 posições, com crescimento de US$ 130 bilhões. 

Atualmente, a empresa com maior valor de mercado nos EUA é a Exxon, com US$ 345,8 bilhões, seguida pela Microsoft, com US$ 257,4 bilhões.Fonte:Folha

Cientistas descobrem possível forma de combater sintomas da síndrome de Down

Substância norepinefrina pode ser a chave dessa estratégia.
Consumo da substância teve boas respostas em cobaias.
Cientistas americanos desenvolveram em ratos o que poderia ser uma estratégia para combater os efeitos da síndrome de Down nas crianças, segundo um relatório divulgado hoje na revista "Science Translational Medicine". 

Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford e do Hospital Pediátrico Lucile Packard explicaram que a chave dessa estratégia poderia ser a substância norepinefrina, um neurotransmisor que os neurônios utilizam em sua comunicação. 

Aplicado em roedores alterados geneticamente para apresentaram os sintomas da síndrome de Down, o aumento da norepinefrina melhorou de maneira considerável a capacidade mental dos ratos, indicaram os cientistas. 
Ao nascerem, as crianças com síndrome de Down não são intelectualmente incapacitadas, mas os problemas de memorização características da doença afetam a aprendizagem e impedem o desenvolvimento normal. 

 Se houver uma intervenção com antecipação suficiente poderemos ajudar as crianças com síndrome de Down a recolher e modular informação", disse Ahmad Salehi, investigador do Sistema de Atendimento Médico para Veteranos em Palo Alto, no estado americano da Califórnia. 

Salehi, principal autor do estudo, disse que, em teoria, a intervenção poderia levar a uma melhora das funções intelectuais das crianças afetadas. 

Ao administrar precursores de norepinefrina nos roedores com sintomas de Down, os pesquisadores disseram ter resolvido o problema.

Se houver uma intervenção com antecipação suficiente poderemos ajudar as crianças com síndrome de Down a recolher e modular informação;

Efeitos 
Os resultados do estudo de Salehi dão uma ponta de esperança e otimismo.
 
Poucas horas após consumir a substância, os ratos adquiriram um comportamento normal e o exame direto de suas células mostrou que respondiam positivamente o neurotransmisor aumentado, segundo o estudo. 

 Nos surpreendeu constatar seu rápido efeito, disse Salehi, que também reconheceu que desapareceu rapidamente. 
 Os resultados do estudo de Salehi dão uma ponta de esperança e otimismo, disse Melanie Manning, diretora do centro para a doença no Hospital Pediátrico Lucile Packard. 
 Ainda fica um caminho muito longo a percorrer, mas estes resultados são muito interessantes, acrescentou.Fonte:Efe


Máquina para pesquisas científicas lidera ranking de supercomputadores


Jaguar XT5 faz cálculos sobre mudança climática e energias renováveis. 
Computador lidera com 1,759 quadrilhão de cálculos por segundo.

O supercomputador Jaguar XT5 apareceu na primeira posição entre as 500 máquinas mais poderosas do mundo, em uma lista divulgada nesta semana. Com isso, o computador do Oak Ridge National Laboratory, desenvolvido pela companhia de Seattle Cray, desbancou o então líder Roadrunner, da IBM.

Supercomputador Jaguar XT5 faz 1,759 quadrilhão de cálculos por segundo. (Foto:Jaguar XT5)

As duas máquinas ficam nos Estados Unidos e pertencem ao Departamento de Energia norte-americano. Mas enquanto o atual líder de velocidade da lista TOP500 tem como foco questões científicas como mudanças climáticas, energias renováveis e desenvolvimento de novos remédios , o segundo colocado tem como foco as armas nucleares.

O Jaguar XT5 garantiu a primeira posição com velocidade de 1,759 petaflops, ou quadrilhão de cálculos por segundo. O segundo colocado, Roadrunner, chega a 1,042 petaflops, enquanto o terceiro colocado, Kraken XT5, atinge 831.7 teraflops, ou trilhões de cálculos por segundo.

Para garantir a primeira colocação na lista, a supermáquina passou por uma atualização que custou US$ 19,9 milhões, segundo a agência de notícias Associated Press, financiada pelo governo federal dos EUA.

Nasa e Microsoft lançam portal de pesquisas sobre Marte


'Be a Martian' permite a participação do usuário em pesquisas.

Site também traz salas de bate-papo e fóruns de discussão.

Portal ajudará internautas a conhecer e colaborar em pesquisas sobre Marte (Foto: Nasa/Microsoft)

A Nasa e a Microsoft anunciaram a criação de um portal sobre Marte , que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.

 O site, chamado "Be a Martian" ("Seja um Marciano", em inglês), permitirá que o público participe para melhorar os mapas de Marte e ajudar os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês).
 
"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.


McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isso ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.

O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana.

"Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.

Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão.

"Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.Fonte:Efe


Tilera anuncia processador com 100 núcleos



A Tilera Corporation, uma empresa norte-americana com sede em San Jose, na Califórnia, anunciou um novo processador voltado para os mercados de servidores, computação em nuvem, processamento multimídia e sistemas de telecomunicações. Batizado de Tile-GX100, o chip terá nada menos que 100 núcleos, todos rodando a uma velocidade de 1.5 GHz.

Os núcleos são baseados em uma variante da arquitetura MIPS (a mesma arquitetura RISC usada em vários aparelhos, entre eles toda a família PlayStation) e operam em 64 Bits. Cada núcleo tem 32 Kb de cache L1 e 256 KB de cache L2, além de um switch integrado para controlar a comunicação com seus vizinhos. O chip também tem aceleração via hardware para tarefas como compressão de dados, geração de números aleatórios e cálculo de chaves RSA. O consumo de energia deve ficar em 55 watts sob uso típico.

Segundo a Tilera, seu processador pode operar como um “cluster”, dividindo as tarefas entre os vários núcleos. Também há a possibilidade de cada núcleo rodar seu próprio sistema operacional. O desempenho, de acordo com a empresa, é suficiente para decodificar “dúzias” de streams de vídeo H.264 em alta definição (1080p) simultâneamente ou controlar até 64 canais de dados OFDM, que exigem grande poder de processamento, em um sistema de telecomunicações.

O chip poderá ser usado sozinho, como processador central em uma máquina projetada sob medida, ou como “co-processador” para aceleração de tarefas em um servidor com um processador x86 tradicional. A Tilera já adaptou softwares populares, como o Apache, para que possam rodar e tirar proveito de todos os recursos do TileGX-100. Linux também é suportado, segundo a empresa.

Infelizmente, o Tile-GX100 deve chegar ao mercado apenas em 2011. Segundo o site Good Gear Guide, o preço de cada chip, para compras em grande quantidade, deve ficar entre US$ 400 e US$ 1000. Também haverá versões com 16, 36 e 64 núcleos, que começam a chegar ao mercado um pouco antes, no final de 2010.Fonte:Ig

Sky terá programação em Full HD em 2010


Imagem mostra sala de controles da Sky

A operadora de TV por assinatura Sky passará a transmitir programação em Full HD (1080p) a partir do começo de 2010. Hoje, os programas em alta definição são enviados em 720p ou 1080i.

"Estaremos prontos na tecnologia para o Full HD em janeiro. A questão é o conteúdo a ser transmitido", explicou Luis Otávio Marchezetti, diretor de engenharia da Sky. Segundo a empresa, canais como ESPN HD, com esportes, ficam melhor hoje em 720p, por conta do movimento maior das imagens, do que em 1080i, usado em canais como Fox/NatGeo HD, TNT HD, HBO HD e MGM HD, entre outros.

De qualquer modo, diz a Sky, o conversor usado pela companhia converte o sinal para 1080i automaticamente, até mesmo dos canais com definição padrão. Com a adoção do 1080p (1920 x 1080 linhas de definição), a qualidade de imagem nos programas transmitidos em Full HD será similar à dos discos Blu-Ray. "Leva tempo para encher o reservatório de conteúdo em alta definição", comenta o diretor de engenharia.

A Sky também falou sobre a possibilidade de, também no futuro, transmitir programação em 3D. "Não é algo complicado para transmissão, a questão é a recepção da imagem. A TV precisará estar preparada para essa tecnologia e, claro, será preciso definir um padrão para 3D, com ou sem uso de óculos", disse Marchezetti. "Um meio termo possível será exibir partes dos filmes em 3D", concluiu.Fonte:Zumo


Espanha se atrapalha, mas liberta reféns de piratas somalis

Todos os 36 tripulantes do barco atuneiro se encontram sãos e salvos a bordo do Alakrana, que está sendo escoltado até a costa africana por dois outros navios.

36 tripulantes foram feitos reféns durante seis semanas, em um episódio que revelou que a pirataria no Oceano Índico está longe do fim. 


Depois de 47 dias, duas manifestações simultâneas reunindo milhares de pessoas em pontos opostos do país e um imbróglio judicial ainda pendente, chegou ao fim o seqüestro do Alakrana, a embarcação espanhola atacada por um clã de piratas da Somália na costa de Seychelles em 2 de outubro. Todos os 36 tripulantes do barco atuneiro se encontram sãos e salvos a bordo do Alakrana, que está sendo escoltado até a costa africana por dois outros navios, para não correr o risco de sofrer um novo ataque.

Também como medida preventiva, desde o sábado passado mais de 50 seguranças particulares se preparavam para embarcar nos pesqueiros da Espanha que se encontram no Oceano Índico. Desde o início do ano, os piratas somalis já atacaram mais de 60 navios, sendo que 10 ainda estão em cativeiro em alto-mar. São mais de 200 reféns que, de acordo com a tendência de negociação dos seqüestradores, só serão libertados mediante o pagamento de resgates milionários. Prática desencorajada pela ONU, mas que, nos últimos cinco anos, transformou a pirataria no negócio mais rentável da destroçada Somália.

A ministra da Defesa da Espanha, Carmen Charcón, também pregou o fim da troca de reféns por dinheiro, e insinuou a uma rádio nacional que a maioria dos pagamentos são feitos através de firmas privadas britânicas. Mas os piratas que abandonaram hoje o Alakrana afirmaram que fecharam um acordo de resgate no valor de 2,3 milhões de euros, fato negado pelo governo de José Luis Rodríguez Zapatero. Em alguns casos, o próprio dono do barco paga a quantia, porque os piratas já mostraram diversas vezes que seu maior interesse é o dinheiro: barcos de países que se recusam a negociar seguem reféns por meses a fio. Até agora, nenhum pirata que estava no local foi detido, ainda que haja rumores de uma perseguição das forças da Operação Atalanta, criada pela ONU em 2008 para combater a pirataria no Golfo de Aden, no Chifre da África.

Seguem presos, porém, os dois piratas capturados um dia depois do seqüestro pelas forças militares espanholas. "Abdu Willy" e "Raageggesey Adji Haman", como são conhecidos pela imprensa da Espanha, foram levados como prisioneiros até o país europeu, o que complicou a negociação. A libertação dos presos foi acrescentada ao dinheiro do resgate como moeda de troca pelos 16 marinheiros da Espanha, oito da Indonésia, quatro de Gana, três do Senegal, dois da Malásia, dois da Costa do Marfim e um das Ilhas Seychelles.

Além disso, o juiz Baltasar Garzón, o mesmo que conduziu o julgamento do ditador chileno Augusto Pinochet, se viu obrigado a abrir um processo contra os dois piratas presos, já que havia uma denúncia contra eles por parte do governo central. Na condição de réus, só restava à Espanha duas opções: a extradição, que poderia levar até oito meses, e a expulsão, incompatível com a gravidade dos delitos cometidos pelos dois. Ao problema se somaram, no decorrer de outubro, uma série de dúvidas e obstáculos:

Foi culpa da Espanha que o barco tenha sido capturado? 
As duas embarcações francesas atacadas em outubro conseguiram repelir os piratas. Segundo a lei francesa, os barcos podem levar militares para protegê-los. Já a legislação espanhola proíbe a medida e, embora uma revisão do texto tenha sido cogitada durante as negociações, a possibilidade de provocar um incidente diplomático internacional, sem contar o aumento das vítimas mortais de um problema grave, mas, até agora, nada sangrento. Esse foi o segundo sequestro que envolveu um barco espanhol. O último aconteceu em abril de 2008 e durou menos de uma semana. 

Por que um processo judicial na Espanha e não em um país africano, o que facilitaria uma possível extradição? 
Governo e Audiência Nacional negam veementemente que foram vítimas da inexperiência e de, ao dar importância aos dois piratas que conseguiram prender, acabaram criando um emaranhado legal que prolongou o cárcere dos marinheiros. Mas afirmam que o Judiciário desconhecia outras opções de abrigo para os presos quando tomou a decisão, e que todas as ações foram pautadas pela lei. O sequestro mais longo em 2009 foi o de um barco alemão, que ficou quatro meses em cativeiro até que o governo da Alemanha esgotasse todas as vias diplomáticas. Foi pago um resgate.

Quem pagou o advogado de defesa dos piratas capturados? 
O especialista em Direito Internacional Javier Díaz Aparicio, que representa Abdu Willy, conhecido na Espanha como o "menino pirata", se negou a revelar quem estava por trás de seus honorários, o que levantou a suspeita de que o próprio governo espanhol tentou arranjar a defesa do réu para facilitar um acordo de libertação dos reféns. Abdu Willy ganhou esse apelido porque, entre outras confusões do processo judicial se destacou o fato de que a Audiência Nacional, por não ter como provar a idade de Willy, ordenou que ele fosse internado em um centro para menores infratores por duas vezes, até que uma radiografia da clavícula do detento garantisse sem sombra de dúvidas sua maioridade. Os dois piratas devem ser julgados dentro de duas semanas, e existe a possibilidade de que cumpram a pena no Quênia.

A Operação Atalanta, da ONU, realmente está sendo bem sucedida no combate à pirataria na Somália? 
Criada em 2008 para frear um novo boom da pirataria na região, um problema que data desde a década passada, a Operação Atalanta foi a resposta do Conselho de Segurança da ONU a um pedido formal do Governo Federal de Transição somali. Esse governo, que depende em boa parte das remessas de alimentos da ONU que chegam pelo mar, sequer é reconhecido na parte do país onde reinam os piratas. Uma força-tarefa envolvendo diversas nações européias e asiáticas, incluindo Índia e Japão, fiscaliza as águas do Golfo de Aden que divide a Somália e o Oriente Médio. Mas os piratas estão cada vezes mais sofisticados e, nesse mês, já conseguiram realizar um ataque a quase 2.000 quilômetros da costa, bem longe da fiscalização. Nessa semana, a União Europeia aprovou um novo plano: formar e treinar uma força integrada por cidadãos somalis para que eles mesmos fiscalizem suas águas e costas para evitar a saída desses barcos ao mar. A Espanha solicitou a possibilidade de capitanear o projeto.

O que motiva os piratas somalis? 
Armados com fuzis Kalashnikovs, barcos velozes, instrumentos de navegação por satélite e visão noturna, os piratas somalis foram recrutados nas próprias costas de seu país: eram, em grande parte, pescadores, convencidos por um dos quatro grupos de pirataria do país a unir-se a eles para combater a pesca ilegal de barcos estrangeiros na região. Estima-se que há cerca de 700 embarcações que ocupam o espaço exclusivo dos pescadores locais e há denúncias de que o Golfo do Aden também é um destino barato para despejar os resíduos dos barcos. É contra esses dois tipos de abuso que faz do Oceano Índico uma região aterradora e que não poupa ninguém. Um casal britânico, seqüestrado de seu iate quando aproveitava férias nas Ilhas Seychelles, até agora não tem destino certo, já que a Inglaterra é uma das nações que se recusa a negociar com os somalis.Fonte:Terra

Cientistas anunciam primeiro computador quântico programável


Máquina tem futuro, mas por enquanto ainda está na fase embrionária.Máquina é promissora, mas tem precisão de apenas 79%

Um consórcio de pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, sigla em inglês), em Boulder, Colorado, exibiu o primeiro computador quântico universal programável do mundo. Segundo um relatório publicado na New Scientist, a máquina tem futuro, mas por enquanto ainda está “verde”.

Computadores quânticos estão em pesquisa há muitos anos, mas nunca se havia conseguido construir nada prático até junho deste ano, quando a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, anunciou o primeiro processador quântico rudimentar. Mas o processador de Yale conseguia fazer apenas algumas operações simples, e o anúncio do NIST parece ser um passo adiante.

Em um computador comum, a menor unidade de informação é o bit, que pode ter dois valores: zero (desligado) ou um (ligado). Seu equivalente quântico é o qubit (Quantum bit), que tem um diferencial: pode assumir vários estados superpostos ao mesmo tempo, armazenando mais informação.

Um computador quântico fica exponencialmente mais poderoso a cada “qubit” adicionado. Para se ter uma ideia de seu potencial, estima-se que mesmo máquinas simples poderiam ser capazes de quebrar, em questão de minutos, cifras criptográficas consideradas impenetráveis para os computadores atuais, já que os cálculos demorariam milhares de vezes mais que o tempo de vida de seus programadores.

Computadores quânticos são capazes deste feito ao tirar proveito da capacidade de superposição dos qubits para testar todas as combinações possíveis ao mesmo tempo, enquanto nossas máquinas tem que testar cada combinação sequencialmente, uma a uma.

A máquina do NIST também usa apenas dois qubits e armazena dados binários em um par de íons de berílio, que são mantidos em espécie de “armadilha” eletromagnética, de cerca de 200 micrômeros, e manipulados com laser ultravioleta. A “armadilha” contém ainda dois íons de magnésio para resfriar os íons de berílio.

Como em um computador clássico, uma série de portas lógicas, com funções como “NÃO E”, “OU” e “OU EXCLUSIVO”, processa a informação. “Por exemplo, [da mesma forma que nos computadores tradicionais], uma simples porta inversora “qubit” mudaria seu estado de ‘1’ para ‘0’ e vice-versa”, diz David Hanneke, um membro da equipe de cientistas ao Newscientist. Mas, ao contrário dos bits na computação convencional, que são elétricos, e de suas portas lógicas, que são componentes físicos de silício, as “portas” no computador quântico do NIST são pulsos de laser que alteram o estado das partículas nos átomos de berílio.

Embora haja um número infinito de possíveis operações com “qubits”, a equipe optou por executar apenas 160 delas para demonstrar a universalidade do processador. Após rodar cada uma das operações 900 vezes, os cientistas conseguiram um índice de precisão de apenas 79 por cento, o que mostra que o computador ainda precisa ser aperfeiçoado.Fonte:Ig

Praticante do Le Parkour dá show de coragem em desafio na Rússia


Sem qualquer proteção, russo salta de um edifício de 18m para um de 14m

Sem medo do perigo, o praticante russo do Le Parkour salta de um edifício de 18m de altura para um de 14m, separados por um fosso de sete metros, em São Petersburgo. O Le Parkour é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.Fonte:Globo

Brasil cometerá erro se não investir em missões ao espaço', diz Buzz Aldrin



O Brasil deveria investir na exploração tripulada do espaço e os Estados Unidos não deveriam voltar à Lua. A opinião tem peso -- vem do astronauta Buzz Aldrin, o piloto do módulo lunar da Apollo 11 e o segundo homem, depois de Neil Armstrong, a pisar na Lua.

Aldrin chega ao Brasil para uma visita de dois dias em comemoração aos 40 anos da Apollo 11 nesta terça-feira (17). Antes de embarcar no voo que o trará ao país, ele conversou com o G1 por telefone sobre exploração espacial e sobre o papel que ele acredita que cabe ao Brasil e aos Estados Unidos nas futuras missões ao espaço. 
O astronauta fez críticas aos planos da Nasa. Para ele, os americanos não deveriam mais voltar à Lua. "Já fizemos isso antes", afirma.

Para Aldrin, os Estados Unidos deveriam ajudar outras nações a ir à Lua enquanto ampliam sua presença no espaço para outros lugares, como asteroides, cometas e, é claro, Marte.

Além disso, ele é contra a aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista pela Nasa para 2010. "Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz", critica.

Aldrin sugere que as missões do Atlantis, do Discovery e do Endeavour deveriam ser estendidas por mais cinco anos até que uma "verdadeira" substituta, uma nave que pouse em pista como eles, seja desenvolvida.

Confira abaixo a íntegra da entrevista: 

G1 – No evento desta terça, o senhor vai estar ao lado do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Na época em que ele viajou ao espaço, em 2006, Pontes foi alvo de críticas de muitos que acreditam que um país com tantas desigualdades sociais como o Brasil não deveria gastar dinheiro com exploração espacial. O que o senhor acha dessa avaliação? 

"O Brasil cometeria um erro imperdoável se não investisse em missões tripuladas ao espaço." 

Buzz Aldrin – O Brasil cometeria um erro imperdoável se não investisse em missões tripuladas ao espaço. O potencial para desenvolvimento da exploração humana é imenso e um país em crescimento como o Brasil não pode ignorar isso.

O Brasil deve investir nas aplicações comerciais, como monitoramento de florestas e do clima. É essencial.

A Estação Espacial Internacional, também, poderia e deveria ser usada sempre e cada vez mais como um projeto de cooperação tecnológica com países em desenvolvimento, como o Brasil e a Coreia do Sul.

G1 – Recentemente, a Nasa lançou com sucesso o foguete Ares I-X, que será usado para futuras missões à Lua e a Marte. Qual sua opinião sobre esse projeto? Os astronautas deveriam voltar para a Lua ou os esforços deveriam ser direcionados para Marte? 

Buzz Aldrin– Antes de chegarmos a esse ponto, acredito que o Estados Unidos ainda têm muito o que fazer.

Primeiro, ainda temos cinco missões dos ônibus espaciais no próximo ano. Acredito que nós devemos expandir essas missões para uma por ano pelos próximos cinco anos. Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz para ir à Estação Espacial. 

Outra coisa que podemos fazer é investir em naves que pousam em pistas, como os ônibus espaciais, que todas as nações, incluindo o Brasil, poderiam usar para missões à órbita da Terra. 

"Os Estados Unidos voltarem à Lua em 2020 ou 2025 ou depois seria um grande erro. Nós já fizemos isso antes."

Os Estados Unidos voltarem à Lua em 2020 ou 2025 ou depois seria um grande erro. Nós já fizemos isso antes. Nós somos os líderes e deveríamos usar essa experiência de liderança que temos para montar uma iniciativa comercial e internacional e ajudar outros a irem à Lua. Precisamos de cooperações comerciais internacionais lunares -- não governamentais, mas comerciais -- para trabalhar no desenvolvimento de infraestrutura para as missões lunares internacionais.

Enquanto isso os Estados Unidos enviam seus astronautas progressivamente para mais e mais longe da órbita da Terra. Outras pessoas irão à Lua enquanto nós iremos a cometas, asteroides, depois para as luas de Marte e, depois que já tivermos ido lá várias vezes, chegaremos em Marte para montarmos uma base permanente.

G1 – O senhor mencionou a futura aposentadoria dos ônibus espaciais. Eles serão substituídos por um veículo muito parecido com o projeto das naves da missão Apollo. Qual sua avaliação das novas naves Orion? 

Buzz Aldrin – O projeto original das naves Orion é voltado à missão de ir à Lua e depois muito além. É um bom e razoável ponto de partida desenhar uma nave que tem a missão de lançar pessoas e trazê-las de distâncias muito grandes de volta à Terra -- mesmo as distâncias das luas de Marte e de Marte mesmo.

Mas para missões à órbita baixa da Terra nós precisamos de naves capazes de pousar em uma pista. Assim que possível, portanto, precisamos de um substituto de verdade para o ônibus espacial, que faça o que ele faz.

G1 - O que você espera de sua visita ao Brasil? 

Buzz Aldrin – Vou conversar com algumas pessoas envolvidas em astronomia, com empresários e com estudantes. Vou fazer um discurso e conversar sobre o futuro da exploração espacial. Espero conhecer pessoas interessantes. Conheço o Brasil e gosto muito do Brasil. Já visitei o Rio, São Paulo, Brasília e Manaus e já pesquei nos rios da Amazônia, onde naveguei até São Luís. Gosto muito do Brasil.Fonte G1


segunda-feira, 16 de março de 2009

Chávez usará prisão contra os que se opuserem a suas ordens na Venezuela



Hugo Chávez anuncia em seu programa de TV o uso das Forças Armadas para ocupar portos e aeroportos sob controle da oposição

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou prender governadores opositores que não acatem a transferência da administração de portos e aeroportos ao poder Executivo, aprovada em uma lei de descentralização. Neste domingo, durante seu programa dominical, "Alô Presidente", Chávez ordenou que as Forças Armadas do país tomassem todas as bases marítimas e aeroportuárias sob controle da oposição. 


A decisão do presidente da Venezuela divulgada neste domingo nada mais é que o cumprimento de uma promessa feita durante a eleição regional de 2008, quando ameaçou usar as Forças Armadas contra os opositores, para, segundo ele, defender o povo e o "governo revolucionário". Chávez advertiu neste domingo que os governadores oposicionistas que se opuserem à decisão correm o risco de ser presos.
A ordem dada por Chávez neste domingo baseou-se em uma lei aprovada na última quinta-feira (12) pelo Congresso --controlado pelo governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), denunciada pela oposição como uma tentativa inconstitucional de concentrar o poder político nas mãos do governo central. 

Após a aprovação da lei que permite ao governo nacional tomar o controle do sistema de transportes do país, o governador do Estado de Zulia, o oposicionista Pablo Pérez Alvarez, do partido Um Novo Tempo (UNT), disse que não aceitaria que o processo de descentralização do poder fosse revertido. 

"A aprovação do artigo 8º e as alterações que fizeram na Lei de Descentralização e Transferência de Competência, é como colocarmos uma arma na cabeça e dizermos: vejam, administrem o processo de descentralização, mas vamos fazer o que quisermos", disse Pérez Alvarez. 

Segundo a Constituição de 1999, promulgada por Chávez, "a administração e o uso das estradas e rodovias, bem como os portos e aeroportos, para uso comercial" são "competência exclusiva dos Estados", em coordenação com o governo nacional. 

O governo de Zulia, um dos Estados mais ricos da Venezuela, será um dos mais afetados pela decisão de Chávez, perdendo o controle do porto de Maracaibo. Outro porto que passará ao comando do governo central será o de Puerto Cabello, em Carabobo, governado por Enrique Salas, do partido oposicionista Projeto Venezuela. 

Os dois governadores declararam à imprensa que tentariam "defender" as atribuições que até agora tinham sobre esses portos. 

"O que se passa com esses governadores? Será que acham que aqui vão a fazer algo como a divisão do país? Fiquem em seus lugares!", atacou Chávez durante seu programa dominical de TV, "Alô, Presidente!". "Você [Salas Feo] terá que encontrar uma Marinha de guerra, governador, terá que encontrar um Exército. Não sei o que poderá fazer. Ele disse que vai defender Puerto Cabello, com a polícia de Carabobo. Bem, então vai para a prisão", 

"Nenhum venezuelano pode se declarar acima da lei; ela aprovada para cumprida, e o governo está obrigado a fazê-la ser cumprida", afirmou o presidente. Chávez alegou que as razões para assumir o controle dos portos de Maracaibo e Puerto Cabello é que neles "há máfias ligadas ao contrabando, ao narcotráfico e à corrupção", sem especificar os casos. 

Durante a campanha para as eleições regionais de novembro passado, Chávez liderou vários comícios em favor dos candidatos do PSUV, ameaçando os opositores com prisão e advertindo que a vitória de seus adversários poderia levá-lo a usar as Forças Armadas. 

"Se permitirem que a oligarquia volte ao governo [de Carabobo], vou acabar mandando os tanques da brigada blindada para defender o governo revolucionário e para defender o povo ", disse Chávez, em Carabobo, em novembro. 

O PSUV manteve o controle da maioria dos Estado, mas a oposição dobrou para seis o número de governos estaduais sob seu controle, e venceu nos três Estados com maior número de eleitores --Zulia (2.141.055), Miranda (1.781.361) e Carabobo (1.338.601). 

Logo após a eleição, Chávez ordenou várias mudanças de competência sobre áreas da administração da região metropolitana de Caracas, cujo governo ficou com o líder opositor Antonio Ledezma. O presidente encampou cerca 30 hospitais, o canal Ávila TV, 22 cartórios públicos e todas as 93 escolas da rede metropolitana, esvaziando o poder do adversário antes mesmo de sua posse. 

Veja o gráfico a divisão de poder regional na Venezuela, antes e depois das últimas eleições.Fonte:Folha

domingo, 15 de março de 2009

Funcionários da Sony na França detêm presidente em fábrica

FRANÇA - Funcionários de uma fábrica da Sony no sudoeste da França detiveram o presidente-executivo do braço francês da companhia durante a madrugada para exigir melhores termos de dispensa quando a fábrica fechar em abril. 

Serge Foucher e muitos outros executivos da Sony foram soltos no meio da manhã desta sexta-feira, depois que os trabalhadores obtiveram garantias de que tomarão parte em uma nova rodada de negociações. 

Os funcionários prenderam os gerentes na unidade em Pontonx-sur-l'Adour na noite de quinta-feira e bloquearam a estrada que dá acesso ao local com troncos de árvores, disseram autoridades locais. 

Representantes do sindicato afirmaram que a ação foi o único modo de retomar as negociações sobre pacotes de dispensa que não eram generosos o bastante. 

- Nós esperamos que dessa vez nossas vozes serão ouvidas - disse o membro do sindicato Patrick Hachaguer à Reuters por telefone, conforme os empregados e os gerentes libertados embarcaram em um micro-ônibus para ir até os escritórios do governo local para retomar as negociações. 

Os nervos tem estado à flor da pele na França, atingida como outros países ao redor do mundo por uma onda de fechamentos de fábricas e dispensas temporárias massivas devido à crise econômica global. 

Trabalhadores em uma pequena cidade do norte do país arremessaram ovos e insultaram executivos na quinta-feira em protesto contra o fechamento da fábrica de pneu pelo grupo alemão Continental, que eliminaria 1.120 empregos. 

A unidade da Sony em Pontonx-sur-l'Adour, que emprega 311 funcionários, deve fechar em 17 de abril. A visita de Foucher às instalações na quinta-feira foi a última antes do término das atividades. 

A Sony considerou a possibilidade de converter unidade para fabricação de painéis solares em vez de componentes magnéticos, mas descartou o plano, enfurecendo os trabalhadores que esperavam manter seus empregos. 

Autoridades locais mediaram a situação para evitar uma intervenção policial, que poderia ter aumentado as tensões. Fonte:JB-13/03/2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Obama quer petróleo de Lula, diz 'El País'

O Brasil e os Estados Unidos estariam mantendo contatos informais com o objetivo de fechar um acordo para aumentar a exportação de petróleo e derivados brasileiros para o território americano, segundo informa, nesta segunda-feira, o jornal espanhol El País . Segundo o diário, o governo de Barack Obama quer pôr fim à sua dependência energética da Venezuela. 

"Se o pacto comercial se concretizar - algo que hoje depende unicamente do Brasil - a consequência mais direta será o deslocamento da Venezuela do mercado energético americano, onde atualmente consegue colocar entre 40% e 70% de sua produção petrolífera", afirma o El País.

O jornal diz que recebeu de fontes diplomáticas e governamentais de Brasília a confirmação de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse em aumentar a presença brasileira no mercado americano de hidrocarbonetos, "mesmo que isso implique em uma colisão frontal com os interesses venezuelanos".

"Tudo dependerá da quantidade que petróleo que a Petrobras consiga bombear nos próximos anos dos poços perfurados nos litorais de Rio e São Paulo, assim como do marco jurídico que Washington e Brasília assinem", diz o jornal.

O El País afirma que suas fontes em Brasília insistem em que o primeiro objetivo do governo Lula com os recém-descobertos campos de pré-sal é abastecer totalmente o mercado interno e deixar de depender das importações. "Uma vez atingida esta meta, a Petrobas entrará na rinha pelos mercados mundiais de hidrocarbonetos e derivados. Por causa da proximidade geográfica e da fluidez do diálogo político que já estabeleceu com o novo presidente, os Estados Unidos se convertem no grande comprador natural do 'ouro negro' brasileiro."

O jornal lembra que 11% das importações americanas de petróleo vêm da Venezuela, mas que o governo dos Estados Unidos já está "de olho" há meses nos novos campos de petróleo encontrados no Brasil, tendo, inclusive, reativado sua frota para a América do Sul e o Caribe, composta de 11 embarcações.

"Ainda que não se conheça as reservas exatas, sabe-se que o petróleo encontrado no litoral brasileiro é abundante: se forem cumpridas as previsões, o Brasil passará a ser o oitavo ou o nono produtor do planeta", diz o diário espanhol. "A previsão é que haja petróleo para exportar não só para os Estados Unidos, como também a outros países que já se mostraram interessados, como a China e o Japão."
Mas o El País afirma que o Brasil teria um interesse maior em vender derivados, como a gasolina, "o que é mais rentável do que a venda de barris de petróleo cru".

"Isso explica por que Lula decidiu apostar em uma grande injeção de capital na Petrobras, para a construção de quatro novas refinarias e na ampliação de outras tantas já existentes", diz o jornal. "O negócio já está andando."

terça-feira, 3 de março de 2009

Universidade de Londrina faz operação antitrote, mas calouros são até pisoteados

A UEL (Universidade Estadual de Londrina, PR) preparou todo um esquema para evitar trotes violentos no início do ano letivo, incluindo o uso de 215 câmeras de vigilância e a atuação de 140 vigilantes pelo campus. Nada disso adiantou e agressões contra calouros aconteceram fora do campus da universidade.

O caso mais grave ocorreu no curso de agronomia, onde foram registradas ontem cenas de alunos sendo obrigados a ficar deitados em uma rua de terra e a ser pisoteados por veteranos. Outros calouros também foram agredidos com ovos.

A reitoria da UEL também identificou trotes violentos contra calouros dos cursos de psicologia, veterinária e direito. Mesmo ocorrendo fora do campus, o reitor Wilmar Marçal disse que irá acionar o diretores de centros para identificar os responsáveis. A UEL tem imagens dessas agressões.

Marçal fez um apelo aos calouros que se sentiram humilhados ou constrangidos pelos trotes para que façam um boletim na Polícia Civil. ''Com o boletim teremos amparo legal para duras medidas contra os infratores'', disse.

A UEL havia se preparado para o início do ano letivo com reuniões com diretores de centro e alunos dos CAs (Centro Acadêmicos) para evitar os trotes abusivos. O objetivo era evitar constrangimento como o ocorrido no final do ano letivo passado, quando formandos de medicina foram flagrados soltando rojões e com bebidas alcoólicas no saguão do HU (Hospital Universitário).

Na época, o reitor, com apoio do Conselho Universitário, suspendeu a formatura de 14 alunos identificados por câmeras de segurança. Os alunos, porém, se formaram após decisão favorável da Justiça.Fonte:Folha

Japão emprestará US$ 5 bi de suas reservas a empresas

Tóquio, 3 mar (EFE).- O Governo japonês utilizará US$ 5 bilhões de suas reservas de divisa estrangeira para aliviar a escassez de fundos em dólares das empresas locais, anunciou hoje o ministro da Economia, Kauro Yosano.

Os fundos sairão dos cerca de US$ 1 trilhão em divisas que o Japão possui e serão distribuídos em forma de crédito através do Banco Internacional de Cooperação do Japão (JBIC), ainda em março.

Segundo informa hoje o diário econômico "Nikkei", a Toyota foi uma das primeiras a solicitar essa ajuda, pois espera conseguir um empréstimo de US$ 2,06 bilhões para garantir suas operações nos Estados Unidos.

Yosano assegurou que a ajuda é de caráter extraordinário e tem como objetivo "aliviar as condições financeiras das empresas que operam no Japão e no exterior, já que a economia poderia piorar por volta do final do ano fiscal", que termina em 31 de março, segundo informou a agência de notícias local "Kyodo".

Braço financeiro da Toyota pede ajuda a governo japonês







A filial financeira do grupo automobilístico Toyota anunciou nesta terça-feira que vai solicitar um empréstimo ao governo japonês, devido à crise econômica mundial. A Toyota não revelou o valor a ser solicitado, mas segundo a agência de notícias Jiji, é algo em torno de 1,7 bilhão de euros.

O empréstimo será pedido ao Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC), organismo paragovernamental cuja missão principal é apoiar a expansão das empresas japonesas no exterior.

"É uma medida destinada a diversificar nossas fontes financeiras, no momento em que a situação está cada vez mais difícil no mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos", disse à AFP um responsável da Toyota Financial Services, Mio Sugito.

Se o crédito for concedido, será o primeiro empréstimo do JBIC a um fabricante de automóveis.

Toyota, a primeira montadora do planeta, sofre com a crise em seus principais mercados, especialmente nos Estados Unidos.

O gigante japonês prevê terminar o exercício 2008-2009, no final de março, com um enorme prejuízo.

Minas de carvão têm futuro sombrio na Rússia


Acima da segunda maior mina de carvão a céu aberto do mundo, em Korkino, nos Montes Urais, na Rússia, só se ouve o vento glacial soprando. Um silêncio raramente interrompido por um ruído surdo, vindo debaixo, a mais de 600 metros de profundidade, onde a extração do carvão se dá com dificuldades. Nessa região carvoeira do coração da Rússia, a indústria já está mal há alguns anos: o gás substituiu o carvão para alimentar as centrais elétricas, enquanto o carvão extraído é de uma qualidade cada vez mais baixa.
Com a crise econômica atual, a indústria do carvão sofre um novo choque, do qual ela pode não se recuperar. Desde dezembro de 2008, milhares de mineradores não são mais pagos, e agora já se fala em simplesmente se fechar as minas.

Uma catástrofe para as cidades que não conheciam nenhuma outra indústria além da carvoeira.

"Antes, isso aqui fervilhava", lembra Viktor Belov, ex-minerador em Korkino, apontando o enorme abismo de três quilômetros de circunferência. Hoje, são raros os vagonetes que circulam nos trilhos que envolvem a "Xícara", como chamamos aqui essa cratera monstruosa. Do cume, conseguimos ver algumas máquinas ao fundo, que parecem minúsculas por causa da distância, mas a atividade é mínima.

No entanto, a cidade de Korkino só existe em função da Xícara. Quando a extração carvoeira começou, nos anos 1930, ela não passava de uma aldeia. Hoje, é uma cidade de 60 mil habitantes que circunda a Xícara, enquanto uma segunda mina, subterrânea, foi perfurada nas proximidades. Situada a cerca de 50 quilômetros da capital regional, Tcheliabinsk, a cidade de Korkino constitui, junto com os municípios de Kopeisk e Emangelinsk, um dos três locais de extração da Companhia Carvoeira de Tcheliabinsk (TchOuK).

"Há alguns anos, havia 3.500 mineradores na Xícara", lembra Oleg Kirtch, assessor municipal em Korkino. "Agora, eles não passam de 1.200, às vezes com semanas de trabalho de dois dias, no máximo. O que vai ser dessa cidade? Não há nada além da mina. E como os mineradores poderão mudar de ramo, com um nível baixo de educação, e tendo, em sua maioria, mais de 40 anos? Não há nenhum projeto para esta cidade, nenhum plano anticrise. O Estado se esqueceu de nós".

Os salários também foram esquecidos. Em dezembro, os mineradores de Korkino só receberam uma parte ínfima do que lhes era devido, mais nada. No fim de janeiro, um pequeno grupo improvisou uma greve sem o apoio do sindicato oficial, subordinado à direção da TchOuK.

"Todos os empregados da mina seguiram o movimento, sem exceção", afirma Liuba, uma mineradora de 34 anos que organizou a paralisação do trabalho. "Meu salário habitual é de 11 mil rublos (€ 242), mas só recebi 3 mil rublos em dezembro. Por enquanto, estamos vivendo dos legumes em conserva colhidos no verão passado; parei de comer carne, eu a deixo para as crianças". Os mineradores voltaram ao trabalho depois de três dias de greve, seguindo a promessa da direção de pagarem os atrasos antes do dia 15 de fevereiro. Mas até hoje, nada foi depositado ainda.

Na sede da empresa TchOuK, em Tcheliabinsk, Kostantin Strukov mexe nervosamente com sua caneta. "Nossos 6 mil funcionários são pagos em dia, não houve demissões, não temos medo da crise", garante o presidente do conselho de direção e principal acionário da empresa. As explicações serão breves. Ao se mencionar os salários atrasados e o depoimento de seus empregados, ele bruscamente põe um fim à entrevista: "Vocês não têm crise na França? Por que vêm remexer a lama aqui, fiquem na casa de vocês!"

Um nervosismo que traduz a amplitude dos problemas da indústria. As pequenas centrais elétricas a carvão, que constituíam os principais clientes, agora são deixadas para as centrais a gás, mais baratas.

O que é ainda pior, após anos de extração, o carvão que sobrou seria de qualidade medíocre. Algumas centrais elétricas da região também preferiram comprar sua matéria-prima no vizinho Cazaquistão,um melhor mercado e de melhor qualidade.

Resultado: a empresa, que extraía até 40 milhões de toneladas de carvão por ano, só produziu 2,3 milhões em 2008. "O fechamento das minas nos próximos meses é uma possibilidade real", teme Marina Morozova, jornalista em Korkino. A crise econômica, extinguindo a demanda, poderia aplicar um golpe fatal em uma indústria já moribunda. "No momento, a mina não é mais rentável", explica Marina Morozova. "Em resumo, não só o trabalho está mais escasso, como a direção assume mais riscos por economia, em detrimento da segurança. Quando acontecem os pequenos incêndios no interior da mina, eles são apagados sem se evacuar os mineradores que trabalham ali.
Antes, isso seria impensável!"

Em Kopeisk, outro lugar de extração de carvão de TchOuK, a situação não é melhor. Nesse "monogorod", cidade de uma só indústria, as minas começam a se esgotar. Um dos três locais de extração já foi fechado, enquanto as duas funcionam de forma lenta. A cada dia, os corredores da agência para o emprego são tomados por centenas de trabalhadores "dispensados", que vêm se inscrever para obter indenizações às vezes inferiores a 1000 rublos (€ 22).

Nessa pequena manhã de fevereiro, a diretora da agência, Svetlana Buldashova, abre com dificuldade um caminho entre a multidão para penetrar em um local superlotado, para explicar aos desempregados os seus direitos. "E isso é só o começo", ela diz entre duas apresentações. "Nas minas de Kopeisk, as grandes ondas de demissões devem acontecer em abril ou em maio..."

Que futuro haverá para os "monogorod" dos Montes Urais? Na ausência total de diversificação econômica, nenhuma alternativa à indústria carvoeira está prevista para esses grandes povoados de dezenas de milhares de habitantes. "As únicas ofertas de emprego em Kopeisk propõem empregos de segurança na entrada de pequenas lojas", diz com um sorriso amargo Vitali, um desempregado com cerca de 40 anos. "Daqui a alguns anos, só haverá os porteiros aqui... Mas, para vigiar o quê?"

A PRODUÇÃO DE CARVÃO

Produção
321 milhões de toneladas de carvão por ano (5ª maior do mundo)

Reservas
173 bilhões de toneladas, o que faz do país o segundo maior do mundo, atrás dos EUA.

Indústria
A Rússia conta 240 minas, a céu aberto ou subterrâneas. O setor carvoeiro ainda emprega 300 mil pessoas.

Terceira energia
O carvão constitui 16% das fontes de energia primárias na Rússia, logo atrás do petróleo, que corresponde a 19%, e do gás natural, responsável por 54%.

Recursos mundiais remanescentes
Segundo os analistas, o país possui 17% do carvão, mas de menor qualidade.

Fonte:Le Monde,Alexandre Billette

Em Korkino (Rússia) e Uol

Pirataria traz rica pilhagem para as costas somalis



Após o pagamento do resgate pelo Sirius Star, a vítima mais famosa da pirataria somali, em janeiro, uma festa de praia improvisada ocorreu perto de Hobyu, a cidade no sul da Somália onde ele estava atracado. Segundo a tripulação do Vella Gulf, o navio de guerra americano que passou meses vigiando o Sirius Star e o Faina, outro navio capturado, crianças corriam pela praia, fogueiras foram acesas e os associados dos piratas trouxeram veículos com tração nas quatro rodas para a areia.

Os participantes da festa vieram em busca de sua parte nos US$ 3 milhões do resgate, pago pelos proprietários para a libertação de seu navio petroleiro, o maior já sequestrado. Alguns dos presentes participaram da tomada do navio e outros ajudaram fornecendo alimentos, segundo os observadores. Os membros mais velhos da gangue pirata também receberam sua parte.

A ameaça de ataques como o realizado contra o Sirius Star surgiu nos últimos 18 meses como a mais séria questão de segurança para o setor de transporte marítimo mundial. Segundo o Birô Marítimo Internacional, ocorreram 111 ataques e 42 sequestros bem-sucedidos além da costa da Somália em 2008. Os custos adicionais de seguro e preocupações de segurança estão fazendo com que as empresas de transporte marítimo gastem milhões de dólares em desvios, segurança adicional e seguro mais caro.

Mas as atividades dos piratas são eficazes por causa de sua simplicidade. Em um país onde o setor bancário deixou de funcionar após mais de uma década de caos e após as sanções americanas antilavagem de dinheiro, tudo é feito em moeda. Dezenas de milhares de notas de US$ 100 são jogadas do ar como pagamento de resgate. Os carros, casas, televisores e festas de casamento que elas financiam são pagas em dinheiro.

A festa mostra o quanto a pirataria se tornou parte da complexa sociedade somali. Uma analista militar ocidental diz que os piratas agora empregam "contadores" para dividir o resgate. Há fórmulas cuidadosamente elaboradas que determinam quanto é pago para cada um, do guarda mais baixo aos líderes da gangue. Os piratas seguem um código de conduta que proíbe, por exemplo, que tripulantes sejam feridos, com multas para os infratores.

Os laços pessoais e o talento decidem juntos como as carreiras progridem, segundo Mark Genung, capitão do USS Vella Gulf. "Se você é um bom pirata, eu suponho que você tenha bons empregos de pirata", ele diz. "Se você é um pirata ruim, você recebe empregos ruins de pirata."

Mais importante, a entrega do resgate em dinheiro e sua divisão não deixa rastro no sistema que rastreia e quebra o financiamento do crime organizado.

"Não dá para checar para onde vai o dinheiro", diz a analista militar.

Há um entendimento de que a pirataria somali contemporânea surgiu no início desta década à medida que o clã Hawiye, sediado nos arredores de Haradere, na região central da Somália, tentava impedir a pesca e o despejo de lixo ilegal. Eles evoluíram do ataque às embarcações à tomada delas para pedido de resgate.

Eles atraíram grande atenção pela primeira vez com o ataque ao Seabourn Spirit, um navio de cruzeiro, a cerca de 115 quilômetros da costa somali, em 2005. A tentativa fracassada mostrou que os piratas já tinham algumas "naves-mãe" - embarcações usadas como bases em alto-mar e capazes de se afastar bem mais da costa do que as pequenas embarcações de ataque dos piratas.

Os Hawiye abandonaram a pirataria, pelo menos temporariamente, quando a área de Haradere caiu em 2006 para o governo da União dos Tribunais Islâmicos, que era contra a pirataria mas teve vida breve. Os Darod, com fortalezas ao redor de Eyl, na costa leste, e Bosasso e Caluula, em Puntland, no Golfo de Áden, tomaram seu lugar.

Abdullahi Yusuf Ahmed, de Puntland, se mudou para o sul, para as fortalezas do governo federal somali de transição quando foi nomeado presidente em 2004, segundo um especialista diplomático europeu. Muitos dos milicianos que mantiveram Puntland pacífica o acompanharam.

"Isso dava muita liberdade de ação aos clãs locais de Puntland, que podiam praticar pirataria porque havia menos supervisão", diz o especialista diplomático.

O grupo inicial de piratas Darod recrutou outros. A analista militar chama o sistema de esquema da pirâmide, onde os membros mais velhos ganhavam senioridade à medida que novos recrutas ingressavam.

"Eles chegam a um ponto em que não precisam mais sair para o mar."

Os piratas também pagam a outros membros mais velhos de seus clãs e grupos políticos e militares locais, segundo Roger Middleton, um pesquisador do programa para África da Chatham House, no Reino Unido.

"O dinheiro vai para os membros mais velhos do clã, da mesma forma que se espera que um empresário bem-sucedido ajude as pessoas", ele diz.

Os Darods podem ter tornado a atividade mais democrática, segundo Daren Dickson, um gerente sênior da Drum Cussac, uma consultoria de risco. Eles insistem em pagamento em dinheiro, enquanto os resgates anteriormente eram pagos por meio dos bancos ou pelo sistema informal Hawala de transferência de dinheiro, controlado pelos senhores da guerra.

"Os membros de fato do clã agora recebem sua parte, não apenas o senhor da guerra", diz Dickson.

Segundo o especialista diplomático, as sagas do Faina e Sirius Star sugerem que a experiência está tornando os piratas mais sofisticados e ambiciosos. Ele acredita que os piratas foram alertados sobre a presença do Faina, que estava carregado com tanques e outros armamentos militares. O capitão Genung acredita que a carga foi capturada por acaso.

Os piratas perceberam rapidamente a importância do Faina e obtiveram US$ 3,2 milhões, bem mais do que o US$ 1 milhão que até então era o padrão. O mesmo grupo - uma mistura incomum de Hawiye e Darod - então capturou o Sirius Star, a 420 milhas náuticas da costa leste da Somália.

Grupos Darod operando de Puntland estão se adaptando à presença militar significativa no Golfo de Áden. Eles agora lançam com frequência vários ataques, um após o outro, para sobrecarregar a capacidade das embarcações próximas de responder.

O capitão Genung promete se adaptar às mudanças e aponta que o esforço militar já está tornando a vida dos piratas mais difícil. O Vella Gulf ajudou a capturar dois grupos de piratas, totalizando 16 homens, em 11 e 12 de fevereiro, enquanto a Marinha russa também capturou alguns piratas no Golfo de Áden.

Entretanto, ninguém envolvido acredita que esta ação pode resolver um problema com raízes no colapso a longo prazo do Estado somali. Aqueles que capturaram os piratas em 11 e 12 de fevereiro disseram que eles deviam estar desesperados para colocar no mar uma embarcação tão perigosa, cheia de vazamentos. Qualquer coisa que não seja uma solução política duradoura em terra será um "mero esparadrapo" segundo a analista militar.

"Há pessoas famintas que não têm nenhum modo legítimo de ganhar dinheiro", ela disse. "Elas pensam: 'Nós queremos um pedaço desta torta'."Fonte:Financial Times

segunda-feira, 2 de março de 2009

Perfis:Google quer por o fim em perfis bloqueados


O diretor de Comunicação do Google Brasil garante que a empresa responsável pela maior rede de relacionamento do País está investindo em segurança e dá dicas para os usuários manterem os dados protegidos

O Google estuda novas ferramentas de segurança capazes de acabar com perfis hackeados no Orkut. Segundo o diretor de Comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, as pesquisas e os investimentos contra os hackers são constantes no sistema de segurança da rede de relacionamento. Ximenes, porém, disse ao que o número de perfis roubados ou falsos não aumentou de forma expressiva em relação ao número de membros, mas que as medidas contra tais práticas são feitas rotineiramente.

"Obviamente o número de perfis roubados era menor quando o Orkut tinha alguns milhões de usuários. Mas ainda assim, hoje com dezenas de milhões, a porcentagem de contas hackeados continua dentro do limite", afirmou. Para o diretor, o sistema de segurança do Orkut é satisfatório e o roubo de perfis é resultado, sobretudo, do compartilhamento de senhas com outras pessoas ou por meio de programas especializados que se infiltram no computador do usuário. "Se o membro notou um perfil onde nome e fotos pessoais são utilizadas indevidamente, ele pode denunciar o perfil pela ferramenta 'denunciar abuso', no lado esquerdo da tela, abaixo da foto principal", acrescenta Ximenes. "Iremos verificar se houve alteração no perfil, como recados de outros amigos pedindo o cancelamento. Utilizamos a mesma técnica para excluir do sistema perfis de pessoas que já morreram, quando, por exemplo, o perfil é denunciado e encontramos mensagens de condolências", diz Ximenes.

Quanto maior a quantidade de informações precisas fornecidas pelos usuários ao Orkut, maiores as chances do perfil falso ser deletado. "Não solicitamos em nenhum momento dados pessoais como número de celular, CPF. Pelos dados fornecidos seremos capazes de devolver a senha ou apagar um Orkut falso. Nossos profissionais irão analisar a atividade recente e anterior daquela conta e verificar se houve uma alteração no histórico do usuário. Ou seja, se certificar de que a conta foi realmente roubada ou de que ela não pertence a quem a criou de verdade", diz.

A professora de uma escola de Itatira, a 216 quilômetros de Fortaleza, Mônica Carlos, 23, foi vítima de um perfil falso criado com seu nome e fotos. "Passaram a enviar recados para uma jovem como se fosse eu que repassasse. As mensagens continham palavras de baixo calão e insultos para alguém que eu sequer conhecia. Vim tomar conhecimento disso tudo depois que minhas amigas comentaram sobre o perfil", diz Mônica.

O Presidente da Comissão de Informática Jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Carlos Eduardo Paez, afirma que crimes como esse têm se tornado comuns no Brasil, uma vez que o país é um dos líderes em acesso à Internet. Paez diz que criar um perfil falso e enviar recados que denigrem a honra ou imagem de alguém é contra a Lei. "Os responsáveis são punidos depois do fato ser comunicado à Polícia, que abre um inquérito. É uma ação penal privada, quando somente a vítima pode denunciar", acrescenta. Os artigos são o 138, 139 e 146 do Código Penal. Um advogado pede ao juiz a quebra do sigilo telemático, ocasionando uma investigação precisa e, se comprovado através de provas técnicas, o criminoso pode ser obrigado a pagar indenização. Segundo Paez, a indenização varia de acordo com o grau de prejuízo causado à vítima.

"Muitos internautas ainda não crêem que tais delitos possam ser resolvidos. Eles não acreditam que a polícia dará a importância devida a crimes cibernéticos e que isso repercutirá somente em grandes gastos com advogado. Mas a alteração no Código Penal em 1998 ajudou a fixar um patamar mínimo de indenização aos usuários da Web. Isso permite que casos como esses não voltem a se repetir e a vítima consiga ser reparada conforme a intensidade em que foi atingida", conclui o advogado.


Formas de recuperar um Orkut

- Se o usuário perdeu a senha do Orkut, mas o e-mail associado é o GMail, ele pode alterar a senha do correio eletrônico do Google através do formulário oferecido pelo próprio site. O reenvio acontece por meio da pergunta secreta e para o e-mail secundário informado no GMail. Se o Orkut é associado ao Yahoo!, é possível se obter a senha respondendo questões como o CEP e data de nascimento cadastrados.

- Se o hacker mudou a pergunta secreta e o e-mail secundário, impossibilitando a recuperação pelo formulário básico, o ideal é preencher o formulário de recuperação de senha específico. Quanto mais informações precisas sobe a atividade da conta forem passadas ao Google, maiores as chances de devolução. Consulte os formulários especializados dos demais serviços de e-mails.

- O usuário ainda pode preencher outro formulário "denunciar abuso", no lado esquerdo do perfil roubado ou falso. Também, para que a conta seja devolvida ou excluída é preciso fornecer o máximo de informações precisas sobre a conta perdida, como data aproximada em que o usuário deixou de utilizá-la. Segundo o Diretor de Comunicação do Google Brasil, não é necessário responder este formulário do computador em que normalmente o usuário acessava o Orkut, basta fornecer o máximo de informações a rede de relacionamentos.


Dicas para um Orkut seguro

- Não clique em links suspeitos. Eles são uma armadilha para direcionar o usuário para um site não seguro.

- Não compartilhe sua senha do Orkut e prefira colocar combinações de letras e números, com algarismos maiúsculos e minúsculos. Uma das formas de criação mais seguras.

- Cuidado com a data de nascimento no Orkut, se ela for a mesma da sua conta de e-mail associada ficará mais fácil ao hacker responder o formulário básico de seu e-mail para depois acessar seu Orkut com a senha já alterada.

- Na pergunta de segurança, selecione interrogações mais difíceis. Evite responder como "qual o nome do seu cachorro?" ou "qual o nome de sua primeira professora?". Qualquer um pode descobrir de você tais informações apenas numa simples conversa aparentemente normal. A mesma dica serve para a senha, evite colocar datas de nascimento, nomes de pessoas, de melhores amigos.

- Uma grande percentual de brasileiros utiliza o serviço lan houses. Confira sempre se a marcação "lembrar meus dados nesse computador" está selecionada antes de fazer login. O ideal é sempre preferir não marcá-la.Fonte:O Povo


Diga não à Caça as Baleias




Sistema de Alerta Global-Não destrua a Natureza