quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Empresa promete placa de vídeo mais rápida do mundo

A AMD anunciou nesta quarta-feira uma placa de vídeo para computadores que promete ser a mais rápida até o momento. A nova ATI Radeon HD 5970, já à venda nos Estados Unidos, consegue trabalhar com até três monitores ao mesmo tempo e é, na teoria, a primeira placa totalmente compatível com a tecnologia DirectX 11, da Microsoft.

A nova placa da AMD consegue trabalhar com até três monitores ao mesmo tempo.

Voltada para gamers, a HD 5970 tem um poder de computação de 5 teraflops (operações de ponto flutuante por segundo) e lida com três telas de até 7600 x 1600 pixels cada. A primeira placa de vídeo a atingir desempenho na casa dos teraflops foi outro modelo da AMD, a HD4800, lançado em junho de 2008.

Além disso, a placa tem recursos de overclocking liberados pela fabricante - com isso, é possível aumentar o desempenho do hardware além do que ele pode fazer. A placa de vídeo é compatível ainda com padrões Direct Compute 11 e Open CL.

A HD 9750 será vendida por um preço médio de US$ 600 nos Estados Unidos por fabricantes como Asus, MSI, Gigabyte e VisionTek, entre outros, e será usada em computadores topo de linha da Dell, como os novos Alienware Area-51 e Area-51 SLX.Fonte:Zumo

Petrobras tem 2º maior lucro entre empresas dos EUA e América Latina


A Petrobras registrou o segundo maior lucro líquido entre as 25 maiores empresas de capital aberto do continente americano (sem considerar as companhias canadenses). O resultado do terceiro trimestre ficou em US$ 4,107 bilhões. 

A estatal perde somente para a americana Exxon Mobil (US$ 4,730 bilhões), também do ramo petrolífero, de acordo com levantamento feito pela consultoria Economática.
A pesquisa considera os balanços com os resultados do terceiro trimestre deste ano e leva em conta empresas de todos os setores. 

A outra empresa brasileira melhor colocada nesse ranking é a Vale, com lucro de US$ 1,689 bilhão, ocupando o 22º lugar da lista, acima de Apple Computer (US$ 1,665 bilhão), Hewlett-Packard (US$ 1,642 bi) e Google (US$ 1,639 bi). 

Em uma amostra restrita às empresas latino-americanas, Petrobras e Vale lideram o ranking dos 25 maiores lucros, dominado pelas companhias brasileiras, que tiveram 15 dos 25 melhores resultados registrados no subcontinente neste terceiro trimestre. 

Empresas mexicanas ocupam cinco posições nesse ranking, enquanto duas empresas argentinas (Ypf e Tenaris) conseguiram lugar na amostra dos maiores ganhos. 

Valor de mercado 

A Petrobras é a terceira maior empresa de capital aberto entre Brasil e Estados Unidos, também segundo levantamento da Economática, que não considera o Canadá. A Petrobras subiu 118 posições no ranking durante o governo Lula. 

De acordo com a consultoria, a Vale é a 14ª na mesma comparação, tendo subido 139 posições durante o governo Lula. 

No final do 2002, a Petrobras tinha um valor de mercado de US$ 15,4 bilhões o que a colocava na 121ª colocação. No último dia 9, a empresa seria a terceira maior por valor de mercado com US$ 207,9 bilhões. No período do governo Lula a Petrobras subiu 118 posições e teve um crescimento de US$ 192,5 bilhões. 

No final de 2002, a Vale fechou com US$ 11 bilhões em valor de mercado, o que a colocava na posição numero 153ª entre as empresas dos EUA. No último dia 9, o valor ficou em US$ 141,9 bilhões, colocando-a na 14ª colocação entre as norte-americanas (sem considerar a Petrobras). No período do governo Lula, a Vale subiu 139 posições, com crescimento de US$ 130 bilhões. 

Atualmente, a empresa com maior valor de mercado nos EUA é a Exxon, com US$ 345,8 bilhões, seguida pela Microsoft, com US$ 257,4 bilhões.Fonte:Folha

Cientistas descobrem possível forma de combater sintomas da síndrome de Down

Substância norepinefrina pode ser a chave dessa estratégia.
Consumo da substância teve boas respostas em cobaias.
Cientistas americanos desenvolveram em ratos o que poderia ser uma estratégia para combater os efeitos da síndrome de Down nas crianças, segundo um relatório divulgado hoje na revista "Science Translational Medicine". 

Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford e do Hospital Pediátrico Lucile Packard explicaram que a chave dessa estratégia poderia ser a substância norepinefrina, um neurotransmisor que os neurônios utilizam em sua comunicação. 

Aplicado em roedores alterados geneticamente para apresentaram os sintomas da síndrome de Down, o aumento da norepinefrina melhorou de maneira considerável a capacidade mental dos ratos, indicaram os cientistas. 
Ao nascerem, as crianças com síndrome de Down não são intelectualmente incapacitadas, mas os problemas de memorização características da doença afetam a aprendizagem e impedem o desenvolvimento normal. 

 Se houver uma intervenção com antecipação suficiente poderemos ajudar as crianças com síndrome de Down a recolher e modular informação", disse Ahmad Salehi, investigador do Sistema de Atendimento Médico para Veteranos em Palo Alto, no estado americano da Califórnia. 

Salehi, principal autor do estudo, disse que, em teoria, a intervenção poderia levar a uma melhora das funções intelectuais das crianças afetadas. 

Ao administrar precursores de norepinefrina nos roedores com sintomas de Down, os pesquisadores disseram ter resolvido o problema.

Se houver uma intervenção com antecipação suficiente poderemos ajudar as crianças com síndrome de Down a recolher e modular informação;

Efeitos 
Os resultados do estudo de Salehi dão uma ponta de esperança e otimismo.
 
Poucas horas após consumir a substância, os ratos adquiriram um comportamento normal e o exame direto de suas células mostrou que respondiam positivamente o neurotransmisor aumentado, segundo o estudo. 

 Nos surpreendeu constatar seu rápido efeito, disse Salehi, que também reconheceu que desapareceu rapidamente. 
 Os resultados do estudo de Salehi dão uma ponta de esperança e otimismo, disse Melanie Manning, diretora do centro para a doença no Hospital Pediátrico Lucile Packard. 
 Ainda fica um caminho muito longo a percorrer, mas estes resultados são muito interessantes, acrescentou.Fonte:Efe


Máquina para pesquisas científicas lidera ranking de supercomputadores


Jaguar XT5 faz cálculos sobre mudança climática e energias renováveis. 
Computador lidera com 1,759 quadrilhão de cálculos por segundo.

O supercomputador Jaguar XT5 apareceu na primeira posição entre as 500 máquinas mais poderosas do mundo, em uma lista divulgada nesta semana. Com isso, o computador do Oak Ridge National Laboratory, desenvolvido pela companhia de Seattle Cray, desbancou o então líder Roadrunner, da IBM.

Supercomputador Jaguar XT5 faz 1,759 quadrilhão de cálculos por segundo. (Foto:Jaguar XT5)

As duas máquinas ficam nos Estados Unidos e pertencem ao Departamento de Energia norte-americano. Mas enquanto o atual líder de velocidade da lista TOP500 tem como foco questões científicas como mudanças climáticas, energias renováveis e desenvolvimento de novos remédios , o segundo colocado tem como foco as armas nucleares.

O Jaguar XT5 garantiu a primeira posição com velocidade de 1,759 petaflops, ou quadrilhão de cálculos por segundo. O segundo colocado, Roadrunner, chega a 1,042 petaflops, enquanto o terceiro colocado, Kraken XT5, atinge 831.7 teraflops, ou trilhões de cálculos por segundo.

Para garantir a primeira colocação na lista, a supermáquina passou por uma atualização que custou US$ 19,9 milhões, segundo a agência de notícias Associated Press, financiada pelo governo federal dos EUA.

Nasa e Microsoft lançam portal de pesquisas sobre Marte


'Be a Martian' permite a participação do usuário em pesquisas.

Site também traz salas de bate-papo e fóruns de discussão.

Portal ajudará internautas a conhecer e colaborar em pesquisas sobre Marte (Foto: Nasa/Microsoft)

A Nasa e a Microsoft anunciaram a criação de um portal sobre Marte , que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.

 O site, chamado "Be a Martian" ("Seja um Marciano", em inglês), permitirá que o público participe para melhorar os mapas de Marte e ajudar os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês).
 
"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.


McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isso ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.

O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana.

"Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.

Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão.

"Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.Fonte:Efe


Tilera anuncia processador com 100 núcleos



A Tilera Corporation, uma empresa norte-americana com sede em San Jose, na Califórnia, anunciou um novo processador voltado para os mercados de servidores, computação em nuvem, processamento multimídia e sistemas de telecomunicações. Batizado de Tile-GX100, o chip terá nada menos que 100 núcleos, todos rodando a uma velocidade de 1.5 GHz.

Os núcleos são baseados em uma variante da arquitetura MIPS (a mesma arquitetura RISC usada em vários aparelhos, entre eles toda a família PlayStation) e operam em 64 Bits. Cada núcleo tem 32 Kb de cache L1 e 256 KB de cache L2, além de um switch integrado para controlar a comunicação com seus vizinhos. O chip também tem aceleração via hardware para tarefas como compressão de dados, geração de números aleatórios e cálculo de chaves RSA. O consumo de energia deve ficar em 55 watts sob uso típico.

Segundo a Tilera, seu processador pode operar como um “cluster”, dividindo as tarefas entre os vários núcleos. Também há a possibilidade de cada núcleo rodar seu próprio sistema operacional. O desempenho, de acordo com a empresa, é suficiente para decodificar “dúzias” de streams de vídeo H.264 em alta definição (1080p) simultâneamente ou controlar até 64 canais de dados OFDM, que exigem grande poder de processamento, em um sistema de telecomunicações.

O chip poderá ser usado sozinho, como processador central em uma máquina projetada sob medida, ou como “co-processador” para aceleração de tarefas em um servidor com um processador x86 tradicional. A Tilera já adaptou softwares populares, como o Apache, para que possam rodar e tirar proveito de todos os recursos do TileGX-100. Linux também é suportado, segundo a empresa.

Infelizmente, o Tile-GX100 deve chegar ao mercado apenas em 2011. Segundo o site Good Gear Guide, o preço de cada chip, para compras em grande quantidade, deve ficar entre US$ 400 e US$ 1000. Também haverá versões com 16, 36 e 64 núcleos, que começam a chegar ao mercado um pouco antes, no final de 2010.Fonte:Ig

Sky terá programação em Full HD em 2010


Imagem mostra sala de controles da Sky

A operadora de TV por assinatura Sky passará a transmitir programação em Full HD (1080p) a partir do começo de 2010. Hoje, os programas em alta definição são enviados em 720p ou 1080i.

"Estaremos prontos na tecnologia para o Full HD em janeiro. A questão é o conteúdo a ser transmitido", explicou Luis Otávio Marchezetti, diretor de engenharia da Sky. Segundo a empresa, canais como ESPN HD, com esportes, ficam melhor hoje em 720p, por conta do movimento maior das imagens, do que em 1080i, usado em canais como Fox/NatGeo HD, TNT HD, HBO HD e MGM HD, entre outros.

De qualquer modo, diz a Sky, o conversor usado pela companhia converte o sinal para 1080i automaticamente, até mesmo dos canais com definição padrão. Com a adoção do 1080p (1920 x 1080 linhas de definição), a qualidade de imagem nos programas transmitidos em Full HD será similar à dos discos Blu-Ray. "Leva tempo para encher o reservatório de conteúdo em alta definição", comenta o diretor de engenharia.

A Sky também falou sobre a possibilidade de, também no futuro, transmitir programação em 3D. "Não é algo complicado para transmissão, a questão é a recepção da imagem. A TV precisará estar preparada para essa tecnologia e, claro, será preciso definir um padrão para 3D, com ou sem uso de óculos", disse Marchezetti. "Um meio termo possível será exibir partes dos filmes em 3D", concluiu.Fonte:Zumo


Espanha se atrapalha, mas liberta reféns de piratas somalis

Todos os 36 tripulantes do barco atuneiro se encontram sãos e salvos a bordo do Alakrana, que está sendo escoltado até a costa africana por dois outros navios.

36 tripulantes foram feitos reféns durante seis semanas, em um episódio que revelou que a pirataria no Oceano Índico está longe do fim. 


Depois de 47 dias, duas manifestações simultâneas reunindo milhares de pessoas em pontos opostos do país e um imbróglio judicial ainda pendente, chegou ao fim o seqüestro do Alakrana, a embarcação espanhola atacada por um clã de piratas da Somália na costa de Seychelles em 2 de outubro. Todos os 36 tripulantes do barco atuneiro se encontram sãos e salvos a bordo do Alakrana, que está sendo escoltado até a costa africana por dois outros navios, para não correr o risco de sofrer um novo ataque.

Também como medida preventiva, desde o sábado passado mais de 50 seguranças particulares se preparavam para embarcar nos pesqueiros da Espanha que se encontram no Oceano Índico. Desde o início do ano, os piratas somalis já atacaram mais de 60 navios, sendo que 10 ainda estão em cativeiro em alto-mar. São mais de 200 reféns que, de acordo com a tendência de negociação dos seqüestradores, só serão libertados mediante o pagamento de resgates milionários. Prática desencorajada pela ONU, mas que, nos últimos cinco anos, transformou a pirataria no negócio mais rentável da destroçada Somália.

A ministra da Defesa da Espanha, Carmen Charcón, também pregou o fim da troca de reféns por dinheiro, e insinuou a uma rádio nacional que a maioria dos pagamentos são feitos através de firmas privadas britânicas. Mas os piratas que abandonaram hoje o Alakrana afirmaram que fecharam um acordo de resgate no valor de 2,3 milhões de euros, fato negado pelo governo de José Luis Rodríguez Zapatero. Em alguns casos, o próprio dono do barco paga a quantia, porque os piratas já mostraram diversas vezes que seu maior interesse é o dinheiro: barcos de países que se recusam a negociar seguem reféns por meses a fio. Até agora, nenhum pirata que estava no local foi detido, ainda que haja rumores de uma perseguição das forças da Operação Atalanta, criada pela ONU em 2008 para combater a pirataria no Golfo de Aden, no Chifre da África.

Seguem presos, porém, os dois piratas capturados um dia depois do seqüestro pelas forças militares espanholas. "Abdu Willy" e "Raageggesey Adji Haman", como são conhecidos pela imprensa da Espanha, foram levados como prisioneiros até o país europeu, o que complicou a negociação. A libertação dos presos foi acrescentada ao dinheiro do resgate como moeda de troca pelos 16 marinheiros da Espanha, oito da Indonésia, quatro de Gana, três do Senegal, dois da Malásia, dois da Costa do Marfim e um das Ilhas Seychelles.

Além disso, o juiz Baltasar Garzón, o mesmo que conduziu o julgamento do ditador chileno Augusto Pinochet, se viu obrigado a abrir um processo contra os dois piratas presos, já que havia uma denúncia contra eles por parte do governo central. Na condição de réus, só restava à Espanha duas opções: a extradição, que poderia levar até oito meses, e a expulsão, incompatível com a gravidade dos delitos cometidos pelos dois. Ao problema se somaram, no decorrer de outubro, uma série de dúvidas e obstáculos:

Foi culpa da Espanha que o barco tenha sido capturado? 
As duas embarcações francesas atacadas em outubro conseguiram repelir os piratas. Segundo a lei francesa, os barcos podem levar militares para protegê-los. Já a legislação espanhola proíbe a medida e, embora uma revisão do texto tenha sido cogitada durante as negociações, a possibilidade de provocar um incidente diplomático internacional, sem contar o aumento das vítimas mortais de um problema grave, mas, até agora, nada sangrento. Esse foi o segundo sequestro que envolveu um barco espanhol. O último aconteceu em abril de 2008 e durou menos de uma semana. 

Por que um processo judicial na Espanha e não em um país africano, o que facilitaria uma possível extradição? 
Governo e Audiência Nacional negam veementemente que foram vítimas da inexperiência e de, ao dar importância aos dois piratas que conseguiram prender, acabaram criando um emaranhado legal que prolongou o cárcere dos marinheiros. Mas afirmam que o Judiciário desconhecia outras opções de abrigo para os presos quando tomou a decisão, e que todas as ações foram pautadas pela lei. O sequestro mais longo em 2009 foi o de um barco alemão, que ficou quatro meses em cativeiro até que o governo da Alemanha esgotasse todas as vias diplomáticas. Foi pago um resgate.

Quem pagou o advogado de defesa dos piratas capturados? 
O especialista em Direito Internacional Javier Díaz Aparicio, que representa Abdu Willy, conhecido na Espanha como o "menino pirata", se negou a revelar quem estava por trás de seus honorários, o que levantou a suspeita de que o próprio governo espanhol tentou arranjar a defesa do réu para facilitar um acordo de libertação dos reféns. Abdu Willy ganhou esse apelido porque, entre outras confusões do processo judicial se destacou o fato de que a Audiência Nacional, por não ter como provar a idade de Willy, ordenou que ele fosse internado em um centro para menores infratores por duas vezes, até que uma radiografia da clavícula do detento garantisse sem sombra de dúvidas sua maioridade. Os dois piratas devem ser julgados dentro de duas semanas, e existe a possibilidade de que cumpram a pena no Quênia.

A Operação Atalanta, da ONU, realmente está sendo bem sucedida no combate à pirataria na Somália? 
Criada em 2008 para frear um novo boom da pirataria na região, um problema que data desde a década passada, a Operação Atalanta foi a resposta do Conselho de Segurança da ONU a um pedido formal do Governo Federal de Transição somali. Esse governo, que depende em boa parte das remessas de alimentos da ONU que chegam pelo mar, sequer é reconhecido na parte do país onde reinam os piratas. Uma força-tarefa envolvendo diversas nações européias e asiáticas, incluindo Índia e Japão, fiscaliza as águas do Golfo de Aden que divide a Somália e o Oriente Médio. Mas os piratas estão cada vezes mais sofisticados e, nesse mês, já conseguiram realizar um ataque a quase 2.000 quilômetros da costa, bem longe da fiscalização. Nessa semana, a União Europeia aprovou um novo plano: formar e treinar uma força integrada por cidadãos somalis para que eles mesmos fiscalizem suas águas e costas para evitar a saída desses barcos ao mar. A Espanha solicitou a possibilidade de capitanear o projeto.

O que motiva os piratas somalis? 
Armados com fuzis Kalashnikovs, barcos velozes, instrumentos de navegação por satélite e visão noturna, os piratas somalis foram recrutados nas próprias costas de seu país: eram, em grande parte, pescadores, convencidos por um dos quatro grupos de pirataria do país a unir-se a eles para combater a pesca ilegal de barcos estrangeiros na região. Estima-se que há cerca de 700 embarcações que ocupam o espaço exclusivo dos pescadores locais e há denúncias de que o Golfo do Aden também é um destino barato para despejar os resíduos dos barcos. É contra esses dois tipos de abuso que faz do Oceano Índico uma região aterradora e que não poupa ninguém. Um casal britânico, seqüestrado de seu iate quando aproveitava férias nas Ilhas Seychelles, até agora não tem destino certo, já que a Inglaterra é uma das nações que se recusa a negociar com os somalis.Fonte:Terra

Cientistas anunciam primeiro computador quântico programável


Máquina tem futuro, mas por enquanto ainda está na fase embrionária.Máquina é promissora, mas tem precisão de apenas 79%

Um consórcio de pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, sigla em inglês), em Boulder, Colorado, exibiu o primeiro computador quântico universal programável do mundo. Segundo um relatório publicado na New Scientist, a máquina tem futuro, mas por enquanto ainda está “verde”.

Computadores quânticos estão em pesquisa há muitos anos, mas nunca se havia conseguido construir nada prático até junho deste ano, quando a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, anunciou o primeiro processador quântico rudimentar. Mas o processador de Yale conseguia fazer apenas algumas operações simples, e o anúncio do NIST parece ser um passo adiante.

Em um computador comum, a menor unidade de informação é o bit, que pode ter dois valores: zero (desligado) ou um (ligado). Seu equivalente quântico é o qubit (Quantum bit), que tem um diferencial: pode assumir vários estados superpostos ao mesmo tempo, armazenando mais informação.

Um computador quântico fica exponencialmente mais poderoso a cada “qubit” adicionado. Para se ter uma ideia de seu potencial, estima-se que mesmo máquinas simples poderiam ser capazes de quebrar, em questão de minutos, cifras criptográficas consideradas impenetráveis para os computadores atuais, já que os cálculos demorariam milhares de vezes mais que o tempo de vida de seus programadores.

Computadores quânticos são capazes deste feito ao tirar proveito da capacidade de superposição dos qubits para testar todas as combinações possíveis ao mesmo tempo, enquanto nossas máquinas tem que testar cada combinação sequencialmente, uma a uma.

A máquina do NIST também usa apenas dois qubits e armazena dados binários em um par de íons de berílio, que são mantidos em espécie de “armadilha” eletromagnética, de cerca de 200 micrômeros, e manipulados com laser ultravioleta. A “armadilha” contém ainda dois íons de magnésio para resfriar os íons de berílio.

Como em um computador clássico, uma série de portas lógicas, com funções como “NÃO E”, “OU” e “OU EXCLUSIVO”, processa a informação. “Por exemplo, [da mesma forma que nos computadores tradicionais], uma simples porta inversora “qubit” mudaria seu estado de ‘1’ para ‘0’ e vice-versa”, diz David Hanneke, um membro da equipe de cientistas ao Newscientist. Mas, ao contrário dos bits na computação convencional, que são elétricos, e de suas portas lógicas, que são componentes físicos de silício, as “portas” no computador quântico do NIST são pulsos de laser que alteram o estado das partículas nos átomos de berílio.

Embora haja um número infinito de possíveis operações com “qubits”, a equipe optou por executar apenas 160 delas para demonstrar a universalidade do processador. Após rodar cada uma das operações 900 vezes, os cientistas conseguiram um índice de precisão de apenas 79 por cento, o que mostra que o computador ainda precisa ser aperfeiçoado.Fonte:Ig

Praticante do Le Parkour dá show de coragem em desafio na Rússia


Sem qualquer proteção, russo salta de um edifício de 18m para um de 14m

Sem medo do perigo, o praticante russo do Le Parkour salta de um edifício de 18m de altura para um de 14m, separados por um fosso de sete metros, em São Petersburgo. O Le Parkour é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano.Fonte:Globo

Brasil cometerá erro se não investir em missões ao espaço', diz Buzz Aldrin



O Brasil deveria investir na exploração tripulada do espaço e os Estados Unidos não deveriam voltar à Lua. A opinião tem peso -- vem do astronauta Buzz Aldrin, o piloto do módulo lunar da Apollo 11 e o segundo homem, depois de Neil Armstrong, a pisar na Lua.

Aldrin chega ao Brasil para uma visita de dois dias em comemoração aos 40 anos da Apollo 11 nesta terça-feira (17). Antes de embarcar no voo que o trará ao país, ele conversou com o G1 por telefone sobre exploração espacial e sobre o papel que ele acredita que cabe ao Brasil e aos Estados Unidos nas futuras missões ao espaço. 
O astronauta fez críticas aos planos da Nasa. Para ele, os americanos não deveriam mais voltar à Lua. "Já fizemos isso antes", afirma.

Para Aldrin, os Estados Unidos deveriam ajudar outras nações a ir à Lua enquanto ampliam sua presença no espaço para outros lugares, como asteroides, cometas e, é claro, Marte.

Além disso, ele é contra a aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista pela Nasa para 2010. "Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz", critica.

Aldrin sugere que as missões do Atlantis, do Discovery e do Endeavour deveriam ser estendidas por mais cinco anos até que uma "verdadeira" substituta, uma nave que pouse em pista como eles, seja desenvolvida.

Confira abaixo a íntegra da entrevista: 

G1 – No evento desta terça, o senhor vai estar ao lado do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Na época em que ele viajou ao espaço, em 2006, Pontes foi alvo de críticas de muitos que acreditam que um país com tantas desigualdades sociais como o Brasil não deveria gastar dinheiro com exploração espacial. O que o senhor acha dessa avaliação? 

"O Brasil cometeria um erro imperdoável se não investisse em missões tripuladas ao espaço." 

Buzz Aldrin – O Brasil cometeria um erro imperdoável se não investisse em missões tripuladas ao espaço. O potencial para desenvolvimento da exploração humana é imenso e um país em crescimento como o Brasil não pode ignorar isso.

O Brasil deve investir nas aplicações comerciais, como monitoramento de florestas e do clima. É essencial.

A Estação Espacial Internacional, também, poderia e deveria ser usada sempre e cada vez mais como um projeto de cooperação tecnológica com países em desenvolvimento, como o Brasil e a Coreia do Sul.

G1 – Recentemente, a Nasa lançou com sucesso o foguete Ares I-X, que será usado para futuras missões à Lua e a Marte. Qual sua opinião sobre esse projeto? Os astronautas deveriam voltar para a Lua ou os esforços deveriam ser direcionados para Marte? 

Buzz Aldrin– Antes de chegarmos a esse ponto, acredito que o Estados Unidos ainda têm muito o que fazer.

Primeiro, ainda temos cinco missões dos ônibus espaciais no próximo ano. Acredito que nós devemos expandir essas missões para uma por ano pelos próximos cinco anos. Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz para ir à Estação Espacial. 

Outra coisa que podemos fazer é investir em naves que pousam em pistas, como os ônibus espaciais, que todas as nações, incluindo o Brasil, poderiam usar para missões à órbita da Terra. 

"Os Estados Unidos voltarem à Lua em 2020 ou 2025 ou depois seria um grande erro. Nós já fizemos isso antes."

Os Estados Unidos voltarem à Lua em 2020 ou 2025 ou depois seria um grande erro. Nós já fizemos isso antes. Nós somos os líderes e deveríamos usar essa experiência de liderança que temos para montar uma iniciativa comercial e internacional e ajudar outros a irem à Lua. Precisamos de cooperações comerciais internacionais lunares -- não governamentais, mas comerciais -- para trabalhar no desenvolvimento de infraestrutura para as missões lunares internacionais.

Enquanto isso os Estados Unidos enviam seus astronautas progressivamente para mais e mais longe da órbita da Terra. Outras pessoas irão à Lua enquanto nós iremos a cometas, asteroides, depois para as luas de Marte e, depois que já tivermos ido lá várias vezes, chegaremos em Marte para montarmos uma base permanente.

G1 – O senhor mencionou a futura aposentadoria dos ônibus espaciais. Eles serão substituídos por um veículo muito parecido com o projeto das naves da missão Apollo. Qual sua avaliação das novas naves Orion? 

Buzz Aldrin – O projeto original das naves Orion é voltado à missão de ir à Lua e depois muito além. É um bom e razoável ponto de partida desenhar uma nave que tem a missão de lançar pessoas e trazê-las de distâncias muito grandes de volta à Terra -- mesmo as distâncias das luas de Marte e de Marte mesmo.

Mas para missões à órbita baixa da Terra nós precisamos de naves capazes de pousar em uma pista. Assim que possível, portanto, precisamos de um substituto de verdade para o ônibus espacial, que faça o que ele faz.

G1 - O que você espera de sua visita ao Brasil? 

Buzz Aldrin – Vou conversar com algumas pessoas envolvidas em astronomia, com empresários e com estudantes. Vou fazer um discurso e conversar sobre o futuro da exploração espacial. Espero conhecer pessoas interessantes. Conheço o Brasil e gosto muito do Brasil. Já visitei o Rio, São Paulo, Brasília e Manaus e já pesquei nos rios da Amazônia, onde naveguei até São Luís. Gosto muito do Brasil.Fonte G1